segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Perguntas
"Pai, quero saber de onde veio tudo."
Chegou a altura das perguntas difíceis, que ainda não têm resposta pronta.
Não há melhor sensação do que perceber a ebulição que vai na cabeça dos mais novos, sobretudo se forem nossos filhos.
A responsabilidade vai aumentando !

terça-feira, janeiro 24, 2006

Vocês querem acreditar nisto ?



Hoje passei no site da comercial e respondi a um questionário/teste para 'teens', devidamente adaptado a um target pós-adolescente, saudosista...
Pouco melhor, afinal, do que os testes da Maria: "diga-nos o que vestiu hoje, e qual foi a primeira coisa que fez quando acordou, e dir-lhe-emos se o amor da sua vida a anda a trair com a loira do 3º esq. (...)"
As perguntas até tinham graça e tentei responder o mais sinceramente possível. Não é que o resultado foi isto que estão a ver ??!!
Take on me ?
A-Ha ?
Desculpem lá, mas estão gozar comigo...
Aconselho-vos a NÂO fazerem o teste: imagem que vos sai o ...Boy George !

segunda-feira, janeiro 23, 2006


Satisfação

Fiquei feliz ontem.
Não tanto pela victória do nosso Cavaco, que era esperada e desejada.
Gostei da cacetada que levou o mais 'profissional' dos nossos políticos: a bazófia habitual não resultou e os resultados estão aí. O portuga [contra o costume] acordou e não deu mais confiança ao brejeirismo do costume.
Manuel Alegre deu uma lição de educação, de postura, de correcção e de lealdade.
Mário Soares levou uma sova.
José Sócrates levou outra.
Acabei o fim-de-semana em beleza!

sábado, janeiro 14, 2006

tem sido assim de há uns meses para cá.
São muitas as noites que digo para mim: 'é hoje que vais escrever'.
Imagino longas prosas, hoje sobre as otas do nosso país, amanhã sobre mais uma graça dos nossos filhos, depois porque estou triste; antecipo as vossas reacções, mas tudo passa tão depressa no meu imaginário, que não consigo passar à forma escrita a torrente de assuntos que quero partilhar.
E torna-se uma obssessão.
Preocupo-me com o que vou escrever, porque, como quase sempre, preciso de sentir que fiz o melhor.


Em tempo, recebi um livro de oferta.
Trazia uma dedicatória de que não me esqueci: 'para Alberto, Rei do Diálogo, Rei da Amizade'.
Nunca soube [nem saberei] se a dedicatória era merecida.


Mas hoje, sinto-me só. Sinto a falta dos amigos. Não a falta da sua presença física, mas a falta que se acumula por não conseguir partilhar, por não conseguir dialogar, discutir, argumentar, concordar e discordar.
Falo sózinho e isso não é saudável.
Estou cansado, porra. Preciso de deixar o tabaco de vez.

quinta-feira, abril 15, 2004

Agora, sobre os casos de amor, à moda do nosso prémio nobel

estava a ler o Expresso (ou foi na Visão?) enquanto almoçava ou jantava e deparei-me com a noticia de um tipo qualquer das marés vivas que editou um livro onde contava que tinha andado a comer (ou apaixonado, se nesta noticia há diferença) por uma das kennedys que bateu as botas num desastre de avião. a Kennedy em questão era casada com um dos kennedys e era um exemplo de perfeição para os americanos. tive consciencia então que na nossa sociedade a coisa é exactamente a mesma, e que um sinal de sucesso na vida é casar e viver em monogamia com a mesma pessoa até ao fim dos nossos dias, e que vários casos de amor na vida é um sinal claro de insucesso. "meu deus!", pensei eu enquanto trincava o bife e dava um golito na coca cola, "acabo de descobrir por um livro que não li nem nunca irei ler, escrito por um tipo que faz anuncios de cuecas para a Kalvin Klein, que sou um completo falhado".

a vida tem destas merdas: é muito perigoso ler enquanto se toma uma refeição.

por sorte não perdi o apetite, mas continuei a meditar nestas merdas do amor e da sociedade. o meu curriculum já soma dois divorcios e umas mãos cheias de casos amorosos que tiveram um fim. nunca na vida me tinha apelidado falhado, e sempre assumi um caso de amor como o fim desse amor. onde reside o sucesso, então? na arte de manter casos de amor que o foram, na sorte do amor convergir na mesma direcção ao longo do tempo, ou pura e simplesmente na manutenção do contrato do casamento?

perante a sociedade um tipo pode casar as vezes que bem entender. perante deus um tipo só se pode casar uma vez. ambas as situações agradam-me e relembram-me momentos felizes: agrada-me o primeiro casamento, pelo compromisso de um jovem, e agrada-me que perante deus eu tenha casado no momento em que estava no auge de um amor. agrada-me especialmente saber que até ao fim da minha vida eu serei casado perante deus com uma mulher que realmente amei. acho lindo, lindo, lindo.

mas agrada-me tambem saber que a vida está directamente ligada ao tempo, e que o tempo mexe-se sempre rapidamente. não conheci a Kennedy que se envolveu com o tipo das Marés Vivas, mas agrada-me saber que existem pessoas no mundo com capacidade para se envolver com outras. a tipa subiu imenso na minha consideração, embora tenha descido proporcionalmente na consideração do seu povo.

e meto um sorrisinho estupido nos lábios, relembro quem amei e amo, e deixo o amanhã em aberto.

posso ser um Cidadão Falhado, mas sou por certo um Punk muito Bem Sucedido.

segunda-feira, março 15, 2004

Inconsciencia

Gosto de, conscientemente, ser inconsciente.

segunda-feira, fevereiro 02, 2004

o mar

eu acho imensa piada ao mar. está sempre ali ao fundo.
mar para olhar, para banhar, para navegar, para pescar, ...

mas não há forma de se colocar no mar uma daquelas portinhas do Imaginarium.
por isso mergulhemos.