sábado, janeiro 14, 2006

tem sido assim de há uns meses para cá.
São muitas as noites que digo para mim: 'é hoje que vais escrever'.
Imagino longas prosas, hoje sobre as otas do nosso país, amanhã sobre mais uma graça dos nossos filhos, depois porque estou triste; antecipo as vossas reacções, mas tudo passa tão depressa no meu imaginário, que não consigo passar à forma escrita a torrente de assuntos que quero partilhar.
E torna-se uma obssessão.
Preocupo-me com o que vou escrever, porque, como quase sempre, preciso de sentir que fiz o melhor.


Em tempo, recebi um livro de oferta.
Trazia uma dedicatória de que não me esqueci: 'para Alberto, Rei do Diálogo, Rei da Amizade'.
Nunca soube [nem saberei] se a dedicatória era merecida.


Mas hoje, sinto-me só. Sinto a falta dos amigos. Não a falta da sua presença física, mas a falta que se acumula por não conseguir partilhar, por não conseguir dialogar, discutir, argumentar, concordar e discordar.
Falo sózinho e isso não é saudável.
Estou cansado, porra. Preciso de deixar o tabaco de vez.